Realmente, gosto de escrever, e até pratico cartas, quando vejo motivo. Mas sou bem mais leitor. A leitura é como uma viagem sem cobrança, o livro está ali, generoso e sempre disposto. Ele aceita a companhia em qualquer ocasião, faça chuva, sol, esteja a pia cheia de pratos, esteja a casa tinindo de nova. No entanto, minhas fases me levam ao extremo e me comporto como o eremita que recusa tudo. Quer mais é comtemplar a loucura do mundo, seja a balbúrdia tediosa das coisas que nada dizem, seja o ritmo novelesco das engrenagens que se soltam e nos dão, de graça até capítulos curtos e cômicos do que chamamos “ironia comezinha da vida”. Só que preciso e sinto sim, necessidade de escrever. Com ou sem sofrimento.

2 comments
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Junho 17, 2009 às 7:10 am
Márcia Leite
para mim, essenciais: a vida, os livros, as vidas dos livros, as vidas que dão livros e as letras todas no meio desses caminhos.
post muito gostoso de ler!
Junho 17, 2009 às 10:28 am
aguiar1969
Concordo, Márcia. Também moramos nos livros e através dessa habitação, nos unimos. Formamos uma outra cidade, tão interligada que mal notamos suas fronteiras. Obrigado pelo comentário.