raindrops

A chuva aparece de mãos dadas, finíssimas, com o mundo. Veio um cavaleiro abstrato e feroz e cortou a delinqüência da água em mil cabeças. Descem degoladas em choro, em rios para acontecer, em tempestades mínimas e pegajosas. Não se pode fotografar a chuva por inteiro. Nem defini-la em serões e estranhos barulhos pelo embate das coisas que são fustigadas por quase invisíveis chicotes de água e frio. Mesmo assim, deixo uma prece. Que a chuva (as menores são vendidas em borrifos) não venda a sua noção, nem seja desenraizada de seus nimbos e cúmulos, nem transformada em medição pluviométrica para geógrafos. Não resisto a um ataque de lirismo quando vejo o seu efeito: um pequeno poste resistindo em sua fraca luz ao vapor dos deuses. Há beleza nesta solidão.

 

Mínimas

  

Catalogar livros será o meu ofício nos próximos meses. Acho que minha biblioteca alcançou um número suficiente para isso. Não tenho dificuldades, claro, em localizar o que quer que seja, de um romance sobre os tártaros, um poema sobre uma zebra, resenha de filmes, zoologias fantásticas. O gosto está mesmo no exercício da coleção, de estabelecer uma ordem, de administrar o butim literário. Um programinha existe e é gratuito, o Minibiblio.

 

Orquestra Sinfônica de São Paulo

 

Oportunidade única, assistir a apresentação da Osesp, sob a regência do maestro John Neschiling, dia 7 de novembro, às 20h na praia de Tambaú. No programa, Russlan e Ludmila”, de Mikhail Glinka. Continua com “Il Guarani: Abertura”, de Antônio Carlos Gomes e “A Força do Destino: Abertura”, de Giuseppe Verdi. Ainda poderão ser apreciados o “Concerto nº 1 para Violino em sol menor, Op.2 6: 3º movimento”, de Max Bruch, e “Reisado do Pastoreio: Batuque”, de Oscar Lorenzo Fernandez. Um grande final está programado para fechar o concerto. Serão executados “Capricho italiano, Op.45”, de Pyotr I. Tchaikovsky, “Os Mestres Cantores de Nümberg: Abertura”, de Richard Wagner, e uma composição bem conhecida dos paraibanos, “Bolero”, de Maurice Ravel.