Uma prática inspirada chamada Book Crossing, vinda da Europa, e de simples execução, dissemina a leitura por um modo surpreendente. Eis a nota encontrada no site das Livrarias Curitiba.

 

Passe Adiante Corrente da Leitura

Há um livro perdido na cidade e ele é seu

 

Com o objetivo de criar uma corrente cultural para incentivar o hábito da leitura, difundir o conhecimento e dar condições para que as pessoas possam ler gratuitamente, desenvolvemos o Projeto Passe Adiante – Corrente da Leitura.

 

Nós deixamos vários livros em locais públicos para que as pessoas possam encontrá-los e levar para ler. São deixados em pontos de ônibus, dentro de ônibus, bancos de praças públicas, orelhões e também em bares, cinemas, restaurantes, parques, etc. Os livros recebem uma etiqueta na capa e na folha de rosto para explicar como funciona o projeto. Então, se você encontrar um livro perdido pela cidade e ele tiver uma etiqueta “Passe Adiante”, saberá que pode levá-lo para casa, ler e depois passar adiante novamente, deixando em algum local público para que outras pessoas possam encontrar e ler também. Se quiser, anote o seu nome, a cidade e a data na etiqueta que consta no livro, assim os próximos leitores poderão identificar por onde a obra já circulou.

 

Poesia na Maurício de Nassau

 

Compensadora foi a minha visita na Faculdade Maurício de Nassau. Quem coordenou o encontro foi o poeta

Evento poético na Mauricio de Nassau

Evento poético na Mauricio de Nassau

Antonio Mariano, que convidou Linaldo Guedes, Amanda Karla e a minha pessoa para um sarau poético. Aliás, a prática da roda de poesia sempre rende. Os alunos abraçam a prática de uma forma entre tímida e interessada. Poesia é uma porta pronta para ser usada. Livros espalhados no chão criam uma intimidade de pomar: o fruto está ao alcance, pode ser colhido.  Uns não gostam do microfone, preferem ler na voz natural. Outros pegam o livro que chama a atenção. Talvez um poeta que está descobrindo agora. E pegam a ler mais poemas do autor fisgado. Há poemas que causam o riso, seja pelo teor que ainda é tabu (como criança que experimenta a expressividade cômica de um palavrão, e ri nervosa), seja pelo que diz profundamente aquele algo disposto de uma forma inovadora. A noite na Nassau me soube bem. Melhor ainda o depois, estar com os amigos escritores numa mesa de bar, da boemia recuperada.