End:

 

Não há nada a fazer,

eu moro onde me perco.

São as mobílias que anotam

meus endereços mesquinhos:

a rua cada vez mais curta,

o arrabalde das folhas,

resquícios.

 

Não há muito o que guiar.

Habito sem direção

a treva que quase sufoca

tentando alcançar a lâmpada

dos cômodos da memória.

 

Mudar ou perder são continentes

idênticos, passagens

só de ida.