Umas das coisas mais divertidas que li chegou-me por email. Trata-se de uma coluna do escritor e faz-tudo artístico Bráulio Tavares. Vou ter o desplante de citar quase todo o texto, mas quem quiser ler mais do autor, é só clicar no seu nome. Aqui vamos tratar de livros e seus títulos malucos ou excêntricos.

Não sabia que tinha até prêmio para isso: o Diagram Prize for Oddest Book Title of the Year. Os títulos são muito interessantes, e sou capaz até de propor no Clube do Conto alguma coisa para criarmos histórias a partir destes títulos.

Eu mesmo já tenho uma lista antiga onde anotei alguns dos títulos brasileiros que mais me agradam, entre eles, dois do Campos de Carvalho: Vaca de nariz sutil e A lua vem da Ásia. Também tem um livro de poemas do qual não lembro a autora, mas que é lírico até não mais poder: A alma não se encolhe na chuva.

Aqui mais títulos também citados na coluna: O Acrobata pede desculpas e cai (Fausto Wolff); Que pequena bicicleta de guidom cromado no fundo do corredor? (Georges Perec); Será que os andróides sonham com carneiros elétricos (Philip K. Dick).

Na minha opinião, títulos devem ser considerados como fundamentais para que uma obra funcione como um todo, como se o organismo do livro dependesse também da respiração do título. Antigamente, quando a editoração de livros ainda não era considerada um objeto estético na sua inteireza, até a arte da capa era desleixada. Hoje, ir numa livraria é me deparar, na melhor das intenções, com obras que me chamem a atenção desde a capa. E claro, pelo título. E eu pararia com títulos assim: Problemas de queijo resolvidos, A alegria das galinhas, Se você quer encerrar sua relação, comece pelas suas pernas.

Ou algo que de tão louco, já vale como um miniconto: Pessoas que não sabem que estão mortas: como elas se agarram a transeuntes desprevenidos, e o que fazer a respeito delas; Como defecar no mato: abordagem ambientalista de uma arte em extinção.

Como avisei, é um comentário muito rente à coluna do amigo Bráulio Tavares.  Mas é como repassar uma diversão que nos tomou pelo intelecto, uma brincadeira que queremos compartilhar.