Leitura ótica do leitor

Ao livro que o lê,

olho ou pátio

(à sua escolha)

o instante é uma escotilha,

o presente o mirante.

De relance,

qualquer realidade

é um folhear

inquietante.

Todo autor é

absurdo deus

ante a pétala brusca

ou a pátina de si.

O mais é o excesso

de leitor, leituras

que o real, às tantas

páginas, sempre

e nunca procura.