Ode ao café

A xícara sobre

vive no por

do sol negro

e fumegante.

Lentamente

de um lago

germina

flor metálica

que colho

do pólen

dos dedos,

(às voltas

com as margens

de porcelana

chinesa)

que a gira

faz um tempo

coando em mim

uma espera

de gole

profundo

do café.