Eu gosto de títulos. Ontem mesmo estava com um, a folhear curiosamente no perímetro de uma livraria: A arte de recusar originais. Não vou citar o autor ainda. Fica para uma próxima. Eu gostaria de ter um escritório só de títulos. Estas cápsulas de sentido vendem horrores, quando bem produzidas. Olha aí o Campos de Carvalho. Não vendeu muito em vida, claro. Mas estava na frente de sua época. Como não se encantar com títulos assim (das obras dele)?: A lua vem da Ásia. A chuva imóvel. Vaca de nariz sutil. E essa maravilha que dispara em proparoxítonas: O púcaro búlgaro. Está bom, gastei um monte de títulos de um só autor. Chamo isso de preferência compulsiva, o que pode redundar, mas me deixa satisfeito. Aguardem. Ando remexendo minha gaveta. E o blog Verdura, soube, está atualizado, de uma amiga muito querida. Vão lá, que a preguiça pode virar utopia.