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jacksonFinito. A sensação é estranha quando morre alguém que carrega em todo um background pop e cultural. Anos de decadência e escândalos não podem soterrar coisas incontestáveis. Nunca fui um grande fã, nem me arrisquei nos passinhos, mas incontáveis festinhas soaram sua música e sinto mesmo como o papel de parede de uma época. A admiração é um sentimento mais de reconhecimento de uma carreira que, no auge, atingiu tudo o  que poderia atingir, bem pensadas as formas mais variadas de talento, divulgação e espírito da época. Resta a boa obra. E pensar que uma carreira assim, com bom senso, traria tão bons frutos. Não deu…resta a certeza, a paz. Fique em paz, cara!

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Realmente, gosto de escrever, e até pratico cartas, quando vejo motivo. Mas sou bem mais leitor. A leitura é como uma viagem sem cobrança, o livro está ali, generoso e sempre disposto. Ele aceita a companhia em qualquer ocasião, faça chuva, sol, esteja a pia cheia de pratos, esteja a casa tinindo de nova. No entanto, minhas fases me levam ao extremo e me comporto como o eremita que recusa tudo. Quer mais é comtemplar a loucura do mundo, seja a balbúrdia tediosa das coisas que nada dizem, seja o ritmo novelesco das engrenagens que se soltam e nos dão, de graça  até capítulos curtos e cômicos do que chamamos “ironia comezinha da vida”.  Só que preciso e sinto sim, necessidade de escrever. Com ou sem sofrimento.