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Literatura feita por mulheres e homens que se fingem de. Este é o mote do Escritoras Suicidas, site de literatura onde poemas e contos são produzidos segundo motes. Com edições temáticas, a editora Silvana Guimarães agita a cena eletrônica com provocação e bom gosto.

suicidas

Vagando à noite, sob a luz esverdeada dos letreiros de néon, sentia frio. Chovera. Nas esquinas empoçadas, nos vidros das vitrines mal-iluminadas, se via refletida e não se reconhecia. Uma saudade de árvores lhe vazava o peito. Pensou em se jogar do viaduto. Demasiado urbano. Pensou em se jogar no rio. Mas não era rio aquela água escura e fétida cheirando a esgoto e desespero. Pensou em tantas saídas. Mas se escusou de entrar naquele teatro, que se dizia mágico, e se oferecia aos raros e aos loucos. Não, não era a hora de mostrar-se a si inteira e nua. Não agora. Não ainda.

márcia maia

(Conto surrupiado do site Mulheres Suicidas, em homenagem a uma amiga muito querida)

1. Ok, não é exatamente preguiça. Este blog não se atualizou porque blogueiro também pensa estratégias para manter legal o seu conteúdo. E nem sempre eu consigo colocar uma coisa do balacobaco todo dia. Vem daí que posso colocar matéria do meu cotidiano a qualquer momento.

 

2. Eu estou ouvindo uma banda chamada Fuzzcas. Novidade ainda, mas com uma legião crescente de fãs, o som tem um sabor vintage, e a vocalista, Carol Lima, esbanja faceirice e sedução na dosagem certa. Quem quiser um drops ou mesmo baixar o cd, vai na Trama Virtual. Com um cadastro, tá na sua mão.

 

3. Lendo Homem Lento. J. M. Coetzee debaixo do braço.

 

4. Estive na posse de Carlos Aranha para a Academia Paraibana de Letras. Aconteceu no Santa Roza, teatro que diz muito do jornalista, músico e escritor. Aconteceu debaixo de chuva e também de aplausos.

 

5. Mariano está na editoria do Correio das Artes. Poeta e amigo de longa data, dará continuidade ao belo trabalho que Linaldo Guedes desenvolveu desde 2003. Parabéns e sucesso.

 

6. A poesia anda me espreitando nas tocas da curiosidade. Devo voltar em breve a cuidar de um livro.

 

7. “Eu sou mais veneno que paisagem”. Astier Basílio.

louise_brooksPara quem curte cinema, a rede oferece um sem par de lugares onde se encontram textos, artigos, matérias sobre a sétima (para alguns, a primeira) arte. Pesquei da Folha alguns escurinhos críticos:

O Greencine é  um ótimo ponto de partida para a blogosfera cinéfila em inglês, com links para praticamente todos os blogs e revistas eletrônicas que importam, como, por exemplo, a Rouge (www.rouge.com.au) e a Cinema Scope (www.cinema-scope.com).

No caso de ensaios, o que se encontra na rede varia do lixo ao luxo, e vale mais se tornar fiel de publicações como a Senses of Cinema, a Bright Lights (www.brightlightsfilm.com) ou a argentina El Amante (www.elamante.com) do que se dispersar na poligamia.

Por fim, o maior serviço de utilidade pública para quem quer aprofundar os conhecimentos vem sendo feito pelo grupo do Dicionários de Cinema (dicionariosdecinema.blogspot.com), com traduções de textos essenciais da grande crítica francesa.

Lavatory love story”, de Konstantin Bronzit, ganhou o público pelo roteiro criativo e bem-humorado, que conta a história de uma mulher em busca do amor.

delicatessen2Fazemos um som de jazz simples e ao mesmo tempo refinado, em que o menos é mais. Por isso, atingimos grande abrangência de público, que vai dos 15 aos 70 anos, entre homens e mulheres. Até quem nunca curtiu jazz por achar complicado passou a ouvir canções do gênero a partir do Delicatessen”, é o que garante Ana Krüger, do grupo gaúcho Delicatessen.

 

E é uma mistura deliciosa. Olha só, basta pegar o melhor do jazz e colocar uma batida de bossa.  O primeiro cd, Jazz + Bossa, encantou lá fora. Sucesso no Japão, Itália, Portugal. Agora ouço o novo cd, My baby just cares for me, com releituras, muito suingue e arranjos na medida exata. A execução de cada faixa é algo próximo do irretocável.   

 

Para saber mais:

http://www.delicatessenjazz.com

antologiaE saiu a antologia do Clube do Conto. Um livrinho que, a despeito de acertos e falhas, tem uma qualidade simbólica. É o resultado, sim, de uma fogueira que reuniu contistas, amigos e histórias e que nenhuma vaidade tornou em cinzas. Recebemos pela Funjope que acompanhou mas ainda não conseguiu medir a natureza desse grupo. É um organismo anárquico que busca o prazer de partilhar histórias. É uma caravana mínima de gente muito talentosa, sobretudo para a fofoca criativa, o causo urbano, a lenda minimalista, o chiste de carteirinha, a bula e o bulício. Faz estardalhaço sem terremotos. Agora o grupo tem um livro, uma dezena de contos – embora esteja perto do milheiro impresso em folhas, catalogado por Dora Limeira. O Clube do Conto, vale dizer, começou no mais improvável dos lugares, o shopping, reunião para surdos e cegos do consumo em prol daquela coisa de alcova a que chamamos palavra, mas que comporta outros significados metafóricos: almofada, fogueira, alavanca, lâmina. Cresceu e tomou gosto pelo boca a boca e virou confraria de imediato, com gente passando a senha das histórias para outras gentes, e do riso fez-se mais riso, e houve galhofa, motivação, tema e sorteio. Houve também novas gentes, abre-te-sésamos, abracadabras, mil e um sábados. Passou por temas como casamento, vampiro, celular, mitos, bibliotecas, portas até os mais insuspeitados indícios de que aquilo não tinha fim. E não teve, como bem quis Borges e Suassuna. Deu no que deu. Deu no Globo, no Liceu, na cidade, na praça, de bar em bar. Sábado ficou sendo o dízimo do diz-que-me-diz, mesmo que fiéis e infiéis se alternassem entre o sumiço e o reencontro. E aí está para quem quiser comprovar. A praça não é só do povo, é do conto. E agora, é do livro também.

(Histórias de Sábado, Editora Liceu)

cantando_na_chuva

Gene Kelly e Cyd Charisse

A Cahiers du Cinéma, publicação francesa considerada uma das mais importantes críticas do cinema mundial, publicou um livro que elege os cem filmes obrigatórios em qualquer cinemateca. Foi fundada em 1951 por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca. Cineastas consagrados como Éric Rohmer, François Truffaut, Jean-Luc Godard e Claude Chabrol já escreveram para a publicação.

 

Confira aqui os 20 primeiros filmes da lista.

 

1. Cidadão Kane (1941) – Orson Welles

2. O Mensageiro do Diabo (1955) – Charles Laughton

3. A Regra do Jogo (1939) – Jean Renoir

4.Aurora (1927) – Friedrich Wilhelm Murnau

5. O Atalante (1934) – Jean Vigo

6. M, o Vampiro de Dusseldorf (1931) – Fritz Lang

7. Cantando na Chuva (1952) – Stanley Donen & Gene Kelly

8. Um Corpo que Cai (1958) – Alfred Hitchcock

9. O Boulevard do Crime (1945) – Marcel Carné

10. Rastro de Ódio (1956) – John Ford

11.Ouro e Maldição (1924) – Erich von Stroheim

12. Rio Bravo – Onde Começa o Inferno (1959) – Howard Hawks

13. Ser ou Não Ser (1942) – Ernst Lubitsch

14.Era uma Vez em Tóquio (1953) – Yasujiro Ozu

15.O Desprezo (1963) – Jean-Luc Godard

16.Contos da Lua Vaga (1953) – Kenji Mizoguchi

17.Luzes da Cidade (1931) – Charlie Chaplin

18.A General (1927) – Buster Keaton

19.Nosferatu (1922) – Friedrich Wilhelm Murnau

20.A Sala de Música (1958) – Satyajit Ray

 

E o resto da lista clique aqui

Um comercial  que só os japoneses poderiam conceber…

Em um século distante…numa época em que o Oscar ainda não foi inventado…