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Gene Kelly e Cyd Charisse

A Cahiers du Cinéma, publicação francesa considerada uma das mais importantes críticas do cinema mundial, publicou um livro que elege os cem filmes obrigatórios em qualquer cinemateca. Foi fundada em 1951 por André Bazin, Jacques Doniol-Valcroze e Joseph-Marie Lo Duca. Cineastas consagrados como Éric Rohmer, François Truffaut, Jean-Luc Godard e Claude Chabrol já escreveram para a publicação.

 

Confira aqui os 20 primeiros filmes da lista.

 

1. Cidadão Kane (1941) – Orson Welles

2. O Mensageiro do Diabo (1955) – Charles Laughton

3. A Regra do Jogo (1939) – Jean Renoir

4.Aurora (1927) – Friedrich Wilhelm Murnau

5. O Atalante (1934) – Jean Vigo

6. M, o Vampiro de Dusseldorf (1931) – Fritz Lang

7. Cantando na Chuva (1952) – Stanley Donen & Gene Kelly

8. Um Corpo que Cai (1958) – Alfred Hitchcock

9. O Boulevard do Crime (1945) – Marcel Carné

10. Rastro de Ódio (1956) – John Ford

11.Ouro e Maldição (1924) – Erich von Stroheim

12. Rio Bravo – Onde Começa o Inferno (1959) – Howard Hawks

13. Ser ou Não Ser (1942) – Ernst Lubitsch

14.Era uma Vez em Tóquio (1953) – Yasujiro Ozu

15.O Desprezo (1963) – Jean-Luc Godard

16.Contos da Lua Vaga (1953) – Kenji Mizoguchi

17.Luzes da Cidade (1931) – Charlie Chaplin

18.A General (1927) – Buster Keaton

19.Nosferatu (1922) – Friedrich Wilhelm Murnau

20.A Sala de Música (1958) – Satyajit Ray

 

E o resto da lista clique aqui

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Um comercial  que só os japoneses poderiam conceber…

newseumComo ter na mesa, logo cedinho, a primeira página de um jornal da Dinamarca, o The Guardian, de Londres e a Gazeta Tema, da Albânia? Simples e divertido. É a idéia do interessante Newseum.  Basta dar uma olhadinha no mapa e clicar nos pontinhos, onde cada um representa um determinado jornal. O acesso é apenas para a primeira página, mas dar um visto nas principais manchetes do mundo, atualizadas todo dia, não é pouca coisa. Merece uma olhada.

 

CultPB

Hoje tem lançamento do website Cultpb (www.cultpb.com) no Casarão 34, às 19h, localizado na praça Dom Adauto, centro de João Pessoa. Fruto das reflexões das jornalistas Taísa Dantas e Érica Chianca. A matéria completa está no blog do jornalista Linaldo Guedes.

 

DA SÉRIE: CULTURA INÚTIL

Quem inventou o emoticon?

  

Como notar quando uma pessoa está sendo irônica ou rindo de uma piada quando ela está escrita na tela do computador? Em 1982, o professor Scott Fahlman sugeriu aos u- suários da lista de avisos eletrônica (BBS – uma tia-avó do orkut) da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA: “Coloque do lado da frase um :-)”. Hein? Ele explicou: “Incline a cabeça para ler”. Os professores acharam a idéia genial – afinal, uma carinha sorrindo era melhor que escrever “muito engraçado”. Na mesma discussão, alguém sugeriu uma alternativa: “Que tal um &? Parece um barrigudinho se contorcendo de rir!” Silêncio. O simpático dois-pontos, hífen e parêntese ganhou a disputa. Logo variações da idéia original para representar as emoções começaram a ser formuladas e foram batizadas de emoticons (“emoção + ícone”, em inglês).

 

Na Ásia, o pessoal não fica com torcicolo para ler os emoticons. Tudo é na horizontal. A risada, por exemplo, é (^.^). Isso porque, tradicionalmente, lá a emoção é mais delimitada pelos olhos que pela boca. No MSN dos japoneses, mande um (*_*) para mostrar admiração e um (>_<) quando estiver com raiva.

  

-(_8-(!) (Homer Simpson)

 

8:-) (Óculos na testa)

 

C|:-= (Charlie Chaplin)

 

:)(: (Beijo na boca)

 

%*@:-( (Ressaca)

 

:<}) (Sorriso com bigode)

 

@}—,— (Rosa)

 

\˜/\˜/ (Brinde)

 

Pedro Burgos, in Superinteressante.

Uma prática inspirada chamada Book Crossing, vinda da Europa, e de simples execução, dissemina a leitura por um modo surpreendente. Eis a nota encontrada no site das Livrarias Curitiba.

 

Passe Adiante Corrente da Leitura

Há um livro perdido na cidade e ele é seu

 

Com o objetivo de criar uma corrente cultural para incentivar o hábito da leitura, difundir o conhecimento e dar condições para que as pessoas possam ler gratuitamente, desenvolvemos o Projeto Passe Adiante – Corrente da Leitura.

 

Nós deixamos vários livros em locais públicos para que as pessoas possam encontrá-los e levar para ler. São deixados em pontos de ônibus, dentro de ônibus, bancos de praças públicas, orelhões e também em bares, cinemas, restaurantes, parques, etc. Os livros recebem uma etiqueta na capa e na folha de rosto para explicar como funciona o projeto. Então, se você encontrar um livro perdido pela cidade e ele tiver uma etiqueta “Passe Adiante”, saberá que pode levá-lo para casa, ler e depois passar adiante novamente, deixando em algum local público para que outras pessoas possam encontrar e ler também. Se quiser, anote o seu nome, a cidade e a data na etiqueta que consta no livro, assim os próximos leitores poderão identificar por onde a obra já circulou.

 

Poesia na Maurício de Nassau

 

Compensadora foi a minha visita na Faculdade Maurício de Nassau. Quem coordenou o encontro foi o poeta

Evento poético na Mauricio de Nassau

Evento poético na Mauricio de Nassau

Antonio Mariano, que convidou Linaldo Guedes, Amanda Karla e a minha pessoa para um sarau poético. Aliás, a prática da roda de poesia sempre rende. Os alunos abraçam a prática de uma forma entre tímida e interessada. Poesia é uma porta pronta para ser usada. Livros espalhados no chão criam uma intimidade de pomar: o fruto está ao alcance, pode ser colhido.  Uns não gostam do microfone, preferem ler na voz natural. Outros pegam o livro que chama a atenção. Talvez um poeta que está descobrindo agora. E pegam a ler mais poemas do autor fisgado. Há poemas que causam o riso, seja pelo teor que ainda é tabu (como criança que experimenta a expressividade cômica de um palavrão, e ri nervosa), seja pelo que diz profundamente aquele algo disposto de uma forma inovadora. A noite na Nassau me soube bem. Melhor ainda o depois, estar com os amigos escritores numa mesa de bar, da boemia recuperada.

É inevitável que na minha navegação por mares virtuais eu tenha como parada obrigatória alguns portos de renomada assiduidade. São endereços do balacobaco de onde eu sempre recolho boas dicas, leitura provocativa e certo estímulo para eu mesmo teimar em administrar meu próprio blogue. Esses blogues tratam de duas grandes paixões na minha vida: literatura e cinema. Nada mais lógico que eu seja freguês, mesmo que às vezes não me venha nenhum comentário. Gosto e pronto, com ou sem.

 

Do amigo, poeta e jornalista Linaldo Guedes soube com prazer que o seu Zumbi escutando blues foi

Zumbi escutando blues

Zumbis escutando blues

indicado como blog legal (www.vejablog.com.br) Também pudera: Linaldo traz para o seu blogue a mesma qualidade de texto e a disciplina que todo bom jornalista pega para si. Além do mais, o seu baú é vário, tem um pouco de tudo: poesia, informes literários, artigos, indicações, reflexões pessoais. É um pouco como um observatório do que acontece na cultura, daqui e lá fora. Sua alma de curioso seleciona, pondera, arrisca. Para quem quiser conferir: http://linaldoguedes.blog.uol.com.br

 

 

 

Renato Félix é Minha vida de cinéfiloteimoso. E dos bons. Cinema é seu negócio arriscado, seu falcão maltês. Sua vida de cinéfilo não se resume apenas a filmes, o que torna o seu blogue uma caixa de surpresas. Os assuntos versam sobre cultura pop, HQs, mundo virtual, comportamento e humor. É telescópio amplo, mira nas estrelas (do céu e do cinema), desce aos infernos, mas mantém o equilíbrio. Merece constante visita. Para quem quiser arriscar uma passadinha, http://minhavidadecinefilo2.zip.net

 

Todo poeta é o que deve ser: um ser de imprevisibilidade. Pegar o seu “baú de espantos” e largar no chão da realidade seus objetos pontiagudos, seus brinquedos pensantes. Não importa se o formato, a língua original, seja francês, inglês, português, javanês. Para o caso da língua traída, uma boa tradução poderá resolver o problema.

O imprevisível de que falo é Jacques Prévert, poeta francês do cotidiano, domador dos temas simples, de sua fauna de bichos , de suas cenas surreais.

Lançado pela Cosac e Naif, Dia de Folga tem tradução do poeta Carlito Azevedo, ilustrações de Wim Hofman e dezesseis poemas que aliam espontaneidade com irreverência. Algumas peças são conhecidas do público prevertiano, como o tocante Para fazer o retrato de um pássaro:

 

(…) fazer depois o retrato da árvore

reservando o galho mais belo de todos

para o pássaro

pintar ainda a folhagem verde e o frescor do vento

a poeira do sol (…)

 

Prévert é instigante. Ele arca com suas crueldades do mínimo cotidiano. Seus poemas agradam porque soam como a carta branca para a artimanha longe dos adultos. E sua ironia soa como uma gargalhada, uma peça que prega no óbvio. Como no poema que conta a história do gato que comeu o pássaro pela metade, deixando uma menininha inconsolável pela crueldade. Tudo uma preparação para ouvirmos a voz lírica do gato dizer, no verso final: “Nunca devemos deixar as coisas pela metade”.

Os poemas de Dia de Folga também são característicos de uma poesia que foge dos padrões esperados. Versos longos, quase sem rimas, histórias que parecem não primar pela linha lógica de certa poesia comportada e pedagógica. Muitos paralelismos, muitas repetições para causar um efeito nada tedioso. Como no poema O homem do farol adora os pássaros: a preocupação ecológica provoca, em vias indiretas, um desastre. O cuidadoso faroleiro decide apagar a luz do farol para evitar pássaros que tombam ofuscados, abatidos, mortos. E o resultado faz a ironia do poema crescer aos nossos olhos:

 

(…) E apaga tudo, pra valer

 

Ao longe, um navio naufraga

um navio que chegava das ilhas

um navio carregado de pássaros

milhares de pássaros das ilhas

milhares de pássaros afogados.

 

Ou seja, um livro que pelo apuro visual, consegue capturar a inteligência do leitor, de qualquer idade.

Trecho da entrevista do escritor Ismail Kadaré, feita pela Folha.

Kadaré é autor de Abril Despedaçado (adaptado para o cinema), Dossiê H, entre outros romances.

 

Folha – O sr. costuma dizer que sua formação literária caminha entre Macbeth e Dom Quixote. Como define essa mistura?

Ismail Kadaré – Trata-se sempre de caminhar entre o trágico e o grotesco. É um bom coquetel. A literatura precisa dos dois. Na vida é a mesma coisa, ainda que nem tudo que está na vida precise estar na literatura. A literatura é mais importante do que a vida.

 

Folha – Vários paralelos foram feitos comparando a sua literatura ao realismo mágico latino-americano. O sr. concorda com a aproximação?

Ismail Kadaré – Não sei, me parece um pouco ingênuo. Dante Alighieri fazia uma espécie de realismo mágico, Kafka e a mitologia grega também. Não sei por que essa denominação ganhou tanta força. O lado irrealista faz parte da literatura. Ela não pode nem mesmo existir sem essa dimensão transcendental, mágica, onírica, oculta.

 

Folha – Cabe aos grandes escritores juntar realidade e irrealidade?

Ismail Kadaré – Os escritores são uma raça à parte. A literatura não é democrática. Ela é baseada na desigualdade. Se você escutar que a França tem mil escritores, isso não é boa notícia. Esse número precisa diminuir. A literatura é baseada numa seleção sem piedade, que guarda o grande valor. Até aceito a literatura medíocre ou média pois ela cumpre uma função, atrai e garante leitores que um dia poderão ir em direção à grande literatura. O perigo começa quando a literatura mediana quer impor suas leis. É preciso que esses universos fiquem bem separados, sem intervir um no outro, como castas.

 

Certas obras parecem pedir por certos diretores. Bom senso é isso (e nonsense, idem). Alice está bem  nas mãos de Tim Burton. Poderia estar também com Guillermo del Toro ou Alfonso Cuarón. É óbvio imaginar que o Chapeleiro Maluco só podia ser encarnado por Johnny Deep. (Lewis, sossegue..você está em boas mãos…)

 

France Presse

  A atriz Anne Hathaway foi confirmada no elenco de “Alice no País das Maravilhas”, versão cinematográfica do clássico, que será dirigida por Tim Burton.

 

O filme será produzido pelos estúdios Disney e terá também Johnny Depp e Helena Bonham Carter –atores sempre presentes nas obras de Burton.

 

A atriz que viverá o papel-título é a desconhecida Mia Wasikowska enquanto que Depp dará vida ao Chapeleiro Maluco e Hathaway interpretará a Rainha Branca, uma soberana benevolente que será despojada por sua irmã, a Rainha Vermelha, vivida por Bonham Carter.

Meu cachorro azul não tinha nome. Nada que eu gosto tem nome. Tudo que é perigoso tem nome. O nome não é dado a alguém para diferenciá-lo. Senão nenhum nome seria igual. O nome é dado para você se igualar ou ser diferenciado dos outros. Ele voa. Ele anda em aeronaves. Ele é meu cachorro azul.

 

 

Recebo do escritor Rodrigo de Souza Leão o romance Todos os cachorros são azuis. Conheço Rodrigo de longa data e tenho dele também o livro de poemas Há flores na pele, editado pela Trema. Foi grata surpresa, portanto, vê-lo seguir na mesma linha de autores como Maura Lopes Cançado e Campos de Carvalho, autores que também lidam com o tema da loucura. É o relato muito irreverente, cáustico de um interno, um romance de pensamento (ou dos desvios dele), uma ótica surreal do cotidiano na clínica, com seus pacientes, suas injeções, com doses cavalares de referências pop, poética, enfim. Leitura que instiga, sobretudo pela intimidade que Rodrigo tem com o tema. A capa do livro, num tratamento sóbrio, respira bom senso e equilíbrio, o que para mim é uma ironia divertida para o título e o conteúdo sarcástico do miolo. Leitura de cabeceira e sem sedativos.

julho 2018
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